terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Para o Sexo a Expirar


Para o sexo a expirar, eu me volto, expirante.
Raiz de minha vida, em ti me enredo e afundo.
Amor, amor, amor - o braseiro radiante
que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.
Pobre carne senil, vibrando insatisfeita,
a minha se rebela ante a morte anunciada.
Quero sempre invadir essa vereda estreita
onde o gozo maior me propicia a amada.
Amanhã, nunca mais. Hoje mesmo, quem sabe?
enregela-se o nervo, esvai-se-me o prazer
antes que, deliciosa, a exploração acabe.
Pois que o espasmo coroe o instante do meu termo,
e assim possa eu partir, em plenitude o ser,
de sêmen aljofrando o irreparável ermo.
Carlos Drummond de Andrade


me sinto bem, lembro do teu sorriso e me alegro.
lembro de cada detalhe do teu rosto, de cada som, de cada segundo,
de cada sensação ao seu lado, tudo tão especial,
você que tão perfeito me faz te amar a cada dia mais.

3 comentários:

Willölsei disse...

Sou eu? AEHEAIUAEHEIUAHAUEIh

Brinks


Mas vocês são perfeitos um pro outro ._. é lindo

Tiago Rios disse...

que bonito esse garoto, fala pra ele mim add no orkut, umbeijo!

Tiago Rios disse...

como eu te amo, artur, faz idéia?*-*
você me faz o homem mais feliz desse mundo.