terça-feira, 7 de julho de 2009

Sobre a saudade

Dói sem machucar. Te desata os nós para vê-lo acordado às quatro da manhã numa terça-feira qualquer. Não dói em si, não preenche tua alma, mas perfura na ausência, na falta, na dúvida, nos porquês sem resposta. E faz da distância a maior de todas as barreiras, pelo céu, pelo chão, por uma esquina por aí. Transforma os dias em anos, alonga, estica, mastiga o seu tempo devagarzinho para não passar nem um minuto sem pensar no coração esmagado. Te faz procurar lembranças, bons momentos para te jogar na cara tudo o que se foi. Uma espécie de masoquismo, de auto-destruição te machucando e te fazendo sentir prazer na dor. E não é em números que você pensa... É no passo da sala até o banheiro, no sorriso, no jeito de andar e arrumar o cabelo, no silêncio tão querido. E quando dói, dói perfurando o peito numa agonia sublime te fazendo implorar por uma pausa. Mas não tem... Nunca tem.




3 comentários:

Carol disse...

Lindo *-*



(L)

Anônimo disse...

Oi, muito interessante teu blog, e bonita postagem!

Se der, passe no meu blog

imaginemso.blogspot.com

Carol disse...

♥