quarta-feira, 31 de outubro de 2007

As lágrimas que correm
não passam de gotas sem vida de um orvalho já conhecido.
O sangue outrora quente
já é só o signo escarlate da morte
contida em cada corpo repleto de vida.
Nem a luz que havia nos olhos
parece agora iluminar uma alma
a vagar fora de sua casca.
Nem um sonho agora
insufla vontade de prosseguir
no adormecer e despertar constantes.

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