quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Desencanto

"Eu faço versos como quem chora
De desalento...de desencanto...
Fecha o meu livro,se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
*
Meu verso é sangue.Volúpia ardente...
Tristeza esparsa...remorso vão...
Dói-me nas veias.Amargo e quente.
Cai,gota a gota do coração.
*
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
*
_Eu faço versos como quem morre."

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